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100anos
Lisboa,
O país ?
Bom, dantes chamava-se Portugal.
Algures no emaranhado dos acontecimentos quase todos esqueceram que a palavra vale pelo seu conteúdo e não só - nem especialmente - pela identidade de quem a diz; uma verdade dita por um homeless não deixará de ser verdade se for dita por um governante ou deputado (embora in casu adquira o estatuto de raridade); levados por um jornalismo de baixa qualidade, quase todos aderimos à fulanização das ideias e passámos a encará-las como melhores ou piores em função da sua paternidade.
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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

O grande problema

Bom, está visto que neste momento político, de acordo com os jornais, o grande problema a tratar é se os gays podem ou não casar e podem ou não adoptar crianças.
Passaram à história (com h minúsculo) as questões menores com que frequentemente nos vêem aborrecendo as meninges - endividamento externo, desemprego, baixo desempenho da economia, péssima educação, justiça pelas ruas da amargura, obras públicas faraónicas que ninguém sabe como vão ser pagas, insegurança, crime violento à solta, corrupção de responsáveis políticos e empresários, fuga ao fisco, economia paralela e tantos outros.
E ainda bem; já metia nojo perder tempo com esses detalhes enquanto as magnas questões eram ignoradas.

3 comments:

Sem Penas disse...

É notável o seu desfasamento da realidade, 100 anos.
Só a comparação das matérias é assustadora…
Ele há lá coisas mais importantes de momento?

100anos disse...

Irrita-me esta treta, Sem Penas.
Está bem que toda a gente tem direito a ter a sua sexualidade específica, alinhada, desalinhada, como quiserem, à vontade do freguês.
Mas se há uns gajos que preferem meter pelo sul em vez de zarparem pelo norte, o que é que eu tenho a ver com isso ???
E porque raio de carga d'água é que essa sexualidade terá de se transformar numa questão de Estado ?
Ora porra !

Sem Penas disse...

Compreendo-o, 100 Anos.
Especialmente quando todos parecem concordar com o regime jurídico e a discussão está centrada no “nome” que se lhe dará.
Ou será que o “sim, mas” utiliza o “nome” para discordar do resto?
De qualquer forma, discordo de si, em relação a não ser uma questão de Estado. Parece-me evidente que é, quando depende de legislação.
Lá que seja assunto prioritário… vou ali e já volto.

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