Blog que trata dos livros, da leitura, da música e da reflexão política e social.


sábado, julho 17, 2010

Pesadelo - ou o sonho de uma noite de Verão

A noite passada tive um pesadelo.
É quase uma coisa normal, volta e meia os sonhos perdem a tramontana e sem ponta de sensatez desabam em cima de assuntos complicados.
A maioria das vezes que sonho ou que tenho pesadelos lembro-me deles apenas muito vagamente e frequentemente só sei que tive um sonho mas nem me lembro sobre o que foi.
Este foi diferente e por isso marcante.
Desde logo porque me lembro do sonho/pesadelo com todos os pormenores, ao vivo e a cores.
Sonhei que tinha ido à Festa do Avante e que tinha perdido o meu carro ou alguém mo roubou, não sei, acordei a meio da noite a suar tremendamente e revoltadíssimo por me terem sacado a viatura, preocupadíssimo porque não a encontrava.
Depois lembrei-me que o carrinho estava arrumado lá em baixo ao pé da porta e acalmei.
O que isto tem de estranho é que em toda a minha vida fui duas ou três vezes à Festa do Avante e a última vez que lá fui, foi seguramente há mais de 20 anos.
Há duas dezenas de anos que o pensamento de ir à Festa do Avante nem sequer me perspassa pelas meninges.
Continuo a não ter a menor intenção de lá ir.
Gostava de saber se isto é um puro acaso ou se um psiquiatra freudiano me iria descobrir algum recalcamento anti ou pró comunista..., caspité há montes de anos que não penso em política sob o enfoque ideológico.

sexta-feira, julho 16, 2010

Antoine Dufour - Trilogie Acoustic Guitar


Antoine Dufour é um virtuoso, como é evidente, produzindo sonoridades espantosas.
Observem que está a tocar numa viola de cordas de aço, com "cutaway" e um pano qualquer amarrado na cabeça da viola para abafar ressonâncias,
usando unhas especiais na mão direita.
A viola é uma Stonebridge 23CR-DC da série Millenium que tem o som reverberante que estão a ouvir.
Embora sem jurar, tenho a impressão de que ele está a tocar num tom aberto, MI ou RÉ.
Escuso de salientar a técnica deste músico fora de série.
Podem ver aqui outra: Catching the Light. e ainda outra aqui: Ashes in the Sea.

sábado, julho 10, 2010

Grosseria

MC “satisfeito” com demissão de director-geral das Artes

O Ministério da Cultura aceitou “com grande satisfação” o pedido de demissão do director-geral das Artes. E já tem um substituto para o cargo. Acusa Barreto Xavier de ser o responsável pela ausência de diálogo entre Gabriela Canavilhas e os agentes culturais.

Comentário: isto é de uma tremenda grosseria e qualifica a titular do Ministério, uma mulher que se calhar gostaria de ser uma senhora.

domingo, julho 04, 2010

Metam o prémio no....



Foi o desabafo que Paulo Nozolino teve quando soube os detalhes vexatórios do prémio que lhe tinha sido atribuído por um departamento do Ministério da Cultura.
É uma atitude de dignidade pouco habitual, que por isso mesmo é de realçar.

quinta-feira, julho 01, 2010

As aventuras da Tareca




A minha gatinha Tareca tem várias características próprias, pessoais e intransmissíveis.
Uma das suas qualidades é a de estar sempre repimpada em cima do livro ou do objecto que naquele momento por alguma razão precisei.
Se preciso de consultar um código, é limpinho, lá está a Tareca curtindo uma preguicite aguda em cima do dito; se preciso de me deitar, claro que a Tareca está em cima da minha cama fazendo cara de poucos amigos às minhas tentativas de a enxotar; se quero ir buscar qualquer coisa ao meu saco de viagem é certo e sabido que a bichana estará dentro do saco a curtir uma soneca.
Há poucos dias, ia guardar o portátil e dei com este panorama:

Ora digam lá se isto não é mesmo um agudo sentido da oportunidade...




quarta-feira, junho 30, 2010

Acabou

A aventura futeboleira e patrioteira sul-africana.
Gaudeamus igitur.
Alea jacta est.

terça-feira, junho 29, 2010

O Japão e o futebol

Verifico que na equipa da selecção japonesa de futebol existe um jogador Honda.
Não existe um Toyota, um Sony, ou sequer um Mitsubichi.
Parece-me que isso é uma violação do princípio da proporcionalidade.
Esta malta do futebol não respeita nada nem ninguém, deviam era ir todos "dentro".

domingo, junho 27, 2010

Novidades musicais

Já me tinham falado há anos em programas que fazem a descarga de ficheiros do Youtube para formato MP3.
Na altura pesquisei qualquer coisa, mas desisti, já não sei porquê.
Entretanto o Youtube tornou-se incontornável: quase tudo o que há de mehor em música consta lá.
Há 3 dias, melancólico com a falta de algumas canções de que gosto especialmente e só consigo encontrar no Youtube, fiz uma nova pesquisa e descobri que actualmente há dezenas de pequenos programas “freeware” para descarga e conversão dos ficheiros do Youtube para ficheiros MP3 que podemos alojar no disco dos nossos computadores.
Espectáculo.
Funciona mesmo bem.
Aqui fica a minha sugestão para os melómanos como eu: façam o download das vossas músicas preferidas, em especial daquelas que perdemos de vista há anos e adoramos, e deliciem-se a ouvi-las em alta definição sonora.

quarta-feira, junho 23, 2010

Drifting blues

Aqui vai outra do grande Clapton - Drifting Blues, uma lição de blues ao vivo.
A viola é uma Martin 000-28EC de cordas de aço e específica para blues.
Deve ser um espanto de viola - quando for grande quero ter uma.
Reparem na técnica de Clapton: toca de palheta mas também dedilha, num género que acaba por sintetizar o melhor dos dois mundos; e, last but not the least, saliente-se que a viola parece exclusivamente acústica, a amplificação é toda feita através de microfone externo, se não estou em erro.

terça-feira, junho 22, 2010

Os riscos do futebol

Nestes dias de Mundial, corro o risco de cometer um crime de homicídio voluntário qualificado, agravado por requintes de malvadez, se alguma besta me vier falar de futebol.
Que quereis ?
Todos temos os nossos limites.

segunda-feira, junho 21, 2010

Layla - Eric Clapton (versão unplugged)

Mr. Eric Twelve Fingers Clapton

domingo, junho 20, 2010

Saramago


José Saramago morreu e foi cremado.
Era um génio, foi prémio Nobel da Literatura, um vulto que se elevou sobre a sua época.
Como tal era um notável.
O acompanhamento político do seu funeral - quase todo mais correctamente apelidado de aproveitamento político – foi lamentável.
Todos os notáveis se pronunciaram, de uma forma notavelmente egoísta e impartilhável, desagradabilíssima, pelo pouco que consegui ver das cerimónias.
O melhor é esquecer este triste momento passageiro e lembrar Saramago pelo que escreveu, pela qualidade, alcance e profundidade das suas obras.
Boa viagem, José Saramago: ficamos em qualquer caso bem acompanhados pelas suas ideias e pelos seus pensamentos.

Hayley Westenra

Hayley Westenra é uma descoberta.
Senhora de uma voz clara e vibrante, colocada e firme, lembra-me a voz de Sandy Denny nos seus primeiros tempos e a voz de
Jane Relf dos Renaissance.
Aqui deixo um agradecimento à minha amiga Cleópatra que me deu a conhecer esta lindíssima voz.
Ora vejam que bela canção:

Quem sabe, sabe


Aproveitei o Domingo para ir dar umas pedaladas na minha bike, que está um mimo.
Andei aqui pelo bairro de Alvalade, Lisboa, mas fui também dar uma perninha à pista de bicicleta feita na Av. do Brasil, passei pelo Campo Grande e subi pela Av. da Igreja – um total de cerca de 45 minutos com uma perda estimada de calorias da ordem das 4.000, o equivalente grosso modo a meio Kg. de peso.
Cheguei a casa e fui visitar o site da Bike Magazine e fiquei maravilhado com a última invenção da Nokia: inventaram um dínamo que se adapta às bicicletas e carrega os telemóveis enquanto se pedala – 10 minutos de pedalada darão para cerca de meia hora de carga na pilha do telemóvel para falar e muitas mais horas para o telélé em stand by - um carregador do telemóvel que é alimentado a pedal.
Isto é que é inovação, isto é que é ter cabeça para se inventar aquilo que as pessoas precisam e gostam – simpatizo com esta malta, rais parta chego à conclusão de que viver numa sociedade nórdica deve ser muito mais engraçado do que viver aqui na parvónia.
O dínamo foi lançado no Quénia justamente porque está especialmente pensado para países em que o acesso à electricidade não é fácil, mas claro que uma vez comercializado poderá ser usado em todo o lado – inclusive no meu rico Alentejo, onde tanto gosto de passear de bicicleta, aumentando o meu raio de acção e tornando mais seguras as minhas passeatas (porque se exagerar e chegar a um ponto preocupante de exaustão física posso sempre pegar no telefonezinho e telefonar a alguém a pedir para me irem buscar – isso nunca aconteceu mas é de admitir que possa acontecer, na base da jurisprudência das cautelas).
Realmente, quem sabe, sabe.

quinta-feira, junho 17, 2010

Blogosfera irrespirável


A blogosfera começa a tornar-se irrespirável.
Abundam as private jokes, as piadas poucos recomendáveis sobre a honorabilidade ou sageza do(s) interlocutor(es), os exercícios onanistas de jogos de palavras, os insultos frequentemente acobertados no anonimato.
Mas o pior de tudo é o puro ódio visceral que se manifesta das formas e nos locais mais inesperados(as) a propósito de tudo e de nada, maxime a propósito de ideias políticas.
É impressionante ver como é possível em virtude de uma discordância construir-se um processo de intenções de parte a parte com tanta facilidade como se bebe uma bica matinal.
As chapuçadas de ódio e o lançamento de trampa em cima de tutti quanti demonstra até que ponto somos primitivos, saloios, incultos e totalmente impreparados para vivermos em sociedade.
A seguir ao 25 de Abril, num período de compreensível tensão (pois não é impunemente que se ultrapassam 48 anos de ditadura) era normal qualificar-se um tipo de “pide” ou de “fascista” mal o desgraçado manifestasse a mínima reserva sobre as “conquistas revolucionárias” que hoje sabemos que não eram conquistas nenhumas.
Hoje começa a ser vulgar apelidar-se um tipo de estúpido e mal intencionado se ele se atreve a pôr em causa a excelência da política governativa – e inversamente, é corrente a atribuição de carácter graxista, subserviente, vendido, a quem de alguma forma manifesta apoio a essa política.
Na blogosfera esses fenómenos são elevados em potência e tudo o que há em nós de primitivo, boçal, cruel ou cobarde, aparece em superlativo de uma forma que até dói - tudo muito potenciado pelo anonimato.
Começo a ficar farto desta blogosfera e não tenho grande interesse em explorar outras paragens cibernéticas.
A vida é curta.
Demasiado curta para nos perdermos em ódios e em exercícios de narcisismo literário inconsequentes e no fundo sempre lamentáveis.
Calhando, o melhor é partir para outra.

Nova bicicleta


Sabia que meia hora a andar de bicicleta queima mais de 200 Kcalorias, o que equivale, grosso modo, a uma perda de peso de 250 gramas ?
Descobri há pouco tempo numa das várias tabelas de perda de calorias.
Descobri também que o tempo de natação livre queima sensivelmente o dobro de calorias que queima o tempo de bicicleta, ou seja, meia hora de natação livre equivale a uma perda de cerca de 400 Kcalorias, equivalendo a uma perda de peso da ordem do meio Kg.
Na gravura junta está a minha nova bicicleta, de alumínio, bastante leve e robusta, a minha maior aposta para perder gorduras e reganhar um peso aceitável neste Verão.
Advertência: estes números são muito variáveis, de acordo com a idade, o sexo e o estado geral de cada um de nós, mais ginasticado ou menos ginasticado; se está interessado, consulte as tabelas referentes à sua idade e peso.
Segundo compreendi, a cada 7.700 calorias corresponde 1 Kg de peso, isto é, uma perda daquele número de calorias implicará uma perda de 1 Kg de peso.

segunda-feira, junho 07, 2010

O patrioteirismo futeboleiro

Chegou e está para ficar.
Já não se pode abrir a televisão, apanhamos logo com uma reportagem sobre a gloriosa selecção portuguesa e mais mil e um detalhes sobre a sua venturosa viagem à África do Sul.
Ver estas alminhas a confundir futebol com a Pátria, a misturar pontapés na bola com identidade nacional, a alarvejar sobre a alma portuguesa como se ela se limitasse a uma bola de futebol, dói-me.
Confundir aqueles 11 meninos milionários (mas semi-analfabetos) com a gesta portuguesa dos Descobrimentos, está para além da minha compreensão.
Este patrioteirismo foleiro é uma das coisas mais nojentas que já vi em dias da minha vida.

domingo, maio 30, 2010

Isto resolve a questão - leis retroactivas

Da ilegitimidade dos impostos retroactivos.

Está na Constituição da República portuguesa e reza assim:
Artigo 103.º
(Sistema fiscal)
1. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza.
2. Os impostos são criados por lei, que determina a incidência, a taxa, os benefícios fiscais e as garantias dos contribuintes.
3. Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos que não hajam sido criados nos termos da Constituição, que tenham natureza retroactiva ou cuja liquidação e cobrança se não façam nos termos da lei.

Um curto esclarecimento para os meus leitores que não são juristas.
Uma lei retroactiva é aquela que visa reger relações jurídicas existentes antes de ela entrar em vigor.
As leis em geral regem só para o futuro, mas há situações extremas em que é necessário que uma lei regule relações jurídicas constituídas antes de essa lei aparecer.
Considera-se que a não retroactividade das leis é uma garantia dos cidadãos num Estado de Direito – citando um clássico, diria que no pensamento constitucional contemporâneo enraizou-se a ideia de que um Estado de Direito é sempre também um Estado de segurança jurídica, como defende o Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, que já sufragou a ideia de que a segurança jurídica constitui um dos elementos nucleares do princípio do Estado de Direito, ficando os particulares protegidos contra leis retroactivas que afectem direitos adquiridos, de modo a evitar que seja frustrada a sua confiança na ordem jurídica.
Se vivemos num Estado de Direito, então qualquer lei retroactiva terá de ter uma explicação muitíssimo evidente, por forma a congregar à sua volta a opinião favorável de uma significativa maioria de cidadãos.
Segundo percebi, o governo pretende que uma lei fiscal que agravou o regime fiscal dos cidadãos em geral, aprovada em Maio/2010, produza efeitos retroactivos a Janeiro/2010.
Há estudos de opinião que revelam com clareza que há uma maioria de cidadãos que discordam dessa retroactividade.
Por isso, e tendo em conta o artº 103º, bº 3, da CRP, tal lei é ilegítima porque é claramente inconstitucional.
Mas isso não significa que não possam ser aprovadas leis claras não-retroactivas, que agravem o regime fiscal por forma a obter para o erário público a quantia necessária no final do ano, civil ou fiscal.
Para isso é preciso saber legislar, ter um competentíssimo apoio jurídico e ter acesso a equipas de gente muito experiente que é capaz de desenhar uma lei eficaz, bem feita, constitucional.
Implica muita reflexão à luz de um razoável saber, tudo bem misturado com bom senso e boa fé.
Infelizmente o actual legislador não dispõe de gente com esta qualidade.
Com os resultados conhecidos.

Adenda: sejamos honestos, mesmo relativamente àqueles que fazem da desonestidade uma prática regular.
Ouvi hoje/ontem, 1-6-2010, na TV, que parece que os aumentos de impostos são apenas referentes aos meses seguintes à aprovação da lei; se for assim, a lei não é inconstitucional.
É “apenas” um violento golpe nas finanças de quem menos tem e uma benesse descabida para aqueles que nadam em conforto económico.
Estes homens do governo são uns "socialistas" singulares: socializam a pobreza e deixam os ricos em paz, com o argumento extraordinário de que não convém chateá-los.
Adenda 2 - afinal parece que o aumento de impostos é mesmo retroactivo nalguns casos, como a taxação das mais valias que segundo o Ministro das Finanças abrange todo o ano de 2010; bolas, que estes maraus não param de se desdizer e de jurar a pés juntos que é verdade aquilo que ontem juravam que é mentira; os tipos andam loucos ou sou eu que estou a ficar apanhado do clima ?

sexta-feira, maio 28, 2010

Conselheiro José Marques Vidal


Este Homem é um grande senhor, vertical, incorruptível, sério até à medula e corajoso como poucos.

Escreveu hoje no Correio da Manhã:

Quando Paulo Teixeira Pinto propugna que na próxima revisão constitucional ao Ministério Público se deva retirar o estatuto de órgão de soberania, e proclama que o PSD entende que o MP é independente mas não autónomo e deve ficar obrigado a responder politicamente, expende um propósito acarinhado por certo sector do seu partido, do PS e CDS. Partidos com dirigentes e militantes suspeitos e arguidos em processos conhecidos.
(...)
Parece fluir daquela posição que os desmandos que afligem a justiça se confinam à autonomia do MP, só solucionáveis se este for submetido ao poder político. É consabido que a crise da justiça se deve essencialmente à morosidade processual, que resulta de leis entorpecedoras, confusas e contraditórias do Parlamento e à ausência de meios humanos e operacionais dos tribunais que compete ao Governo fornecer. Legisle-se um processo cível e um penal, limpos dos entraves obsoletos que os adornam, dotem-se os tribunais, as polícias, os laboratórios científicos e os organismos periciais de meios técnicos e humanos de qualidade e a justiça será célere e eficaz. A justiça é ministrada em nome do povo e a todos deve ser aplicada por igual, segundo a Constituição. A supressão da autonomia do MP lesa a igualdade dos cidadãos perante a lei e atinge a independência dos juízes. Com efeito, aquela autonomia consubstancia-se na capacidade dos magistrados poderem desencadear qualquer inquérito apenas limitados pelos princípios da legalidade e da imparcialidade. Jugular esse poder de iniciativa e submetê-lo a autorização política, seja do ministro ou do procurador-geral, é subverter uma justiça igual para todos. Acresce que o juiz, no âmbito penal, apenas julga o que o MP lhe põe sobre a mesa. Estreitada ou suprimida a iniciativa do MP, limita-se o poder de julgamento do juiz, que indirectamente vê prejudicada a raiz da sua independência. São notórios, de há uns anos para cá, os processos contra "intocáveis". Daí que comece a aparecer à luz do dia a vontade dos interessados em suprimi-la. E não estão desacompanhados. Atente-se nas entrevistas de Anna Canepa, procuradora Antimáfia de Itália e de Jessica de Grazia, ex-procuradora nos EUA, para ver que também nestes países a apetência do poder executivo pela governamentalização do MP é uma constante, como meio caminho para a eliminação da independência dos juízes.

quinta-feira, maio 27, 2010

Luísa Amaro hoje à noite


Aviso à navegação: acabo de saber que hoje á noite a Luísa Amaro vai ao programa do Júlio Isidro Quarto Crescente, por volta da meia noite na RTP.

A Luísa é uma guitarrista de mão cheia, toca viola clássica e guitarra portuguesa na senda da escola de Carlos Paredes.

A não perder, por quem gosta de guitarradas em especial de dedilhados.

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