La poesia es una arma
Paco Ibañez
Blog que trata dos livros, da leitura, da música e da reflexão política e social.
Faz hoje 80 anos.
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9:58 p.m.
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12:17 a.m.
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"A máquina enlouqueceu", exclamaram mais uma vez as três, incrédulas.
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3:44 a.m.
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Aqui vão duas canções excepcionais do "Pai dos Blues" british.
Room to Move e Double Crossing Time
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7:09 p.m.
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2:46 a.m.
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Cleópatra sentou-se no sarcófago criogénico, que estava de tampa aberta, e o seu olhar dirigiu-se logo para o calendário, apercebendo-se de que tinha estado em hibernação muito pouco tempo.
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12:23 a.m.
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"Desculpar-me-á, Cleópatra, mas eu não disse que concordo com o Cem, limitei-me a registar admiração por uma atitude corajosa, embora - acrescento agora - totalmente inconsequente", disse Funes, sibilinamente."Continuas-me a pisar os calos, mas há-de haver um dia de libertação" pensou Cem com os seus botões, mais concretamente com os seus fechos éclairs, dado que o seu uniforme não tinha botões.
Por sugestão de Neves, todos anuíram a entrar em pseudo-sono profundo, ficando apenas ela acordada.
"Estou farta de dormir", explicou Neves, "já tive a minha conta, mas vocês estão cansados e desgastados; a minha sugestão é a de que toda a gente descanse enquanto for possível".
Antes, porém, foi necessário colocar em rede permanente todos os computadores, estabelecer sistemas de segurança automáticos para o despertar do pseudo-sono no caso de alguma coisa acontecer a Neves, corrigir trajectórias das naves mais excêntricas e programar os sensores para a detecção automática de sistemas habitáveis.
"E música ?", perguntou Cem.
"Música ?!", disseram várias vozes.
"Sim, música, amigos, é sabido que durante o sono o cérebro humano aceita estímulos; desde que esses estímulos sejam adequados, o sono só terá a ganhar em descanso e divertimento da pessoa em causa; eu, por exemplo, poderei programar o meu computador para me proporcionar música dos sixties, que é a que eu mais gosto, tipo Beatles, Stones, Hendrix, Neil Young, Eric Clapton".
Assim as futuras e os futuros Belas(os) Adormecidas(os) escolheram as suas músicas.
Augusta Nina escolheu entre outros Diana Kroll, Eric Clapton e muita música clássica.
João e Marta, jovens já nascidos na nave, escolheram música concreta.
Cleópatra escolheu algumas melodias em que avultavam as canções de um tal Frank Sinatra e pulou de fúria quando alguém disse "pimba, pimba" no intercomunicador, mas não se deu por achada; em surdina, optou ainda pelo Michael Bublé e pelo Rodrigo Leão.
Funes escolheu os clássicos.
Todos sabiam que aquele soninho iria durar várias décadas...
Fim do capítulo I
(continua)
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9:34 p.m.
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Os heróis espaciais continuaram a dialogar durante longo tempo.
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5:12 p.m.
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2:21 p.m.
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“Olhe, Cleópatra, vamos fazer um pacto: você não me faz ameaças infantis e eu não me rio de si, OK ? Então pensava que eu vinha para o espaço exterior sem ter um escudo anti-projécteis capaz de travar qualquer ataque ?”.
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1:51 a.m.
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Puxa vida, custou, mas descobri.
Descobri como colocar músicas na net, proporcionar às pessoas ouvi-las, sem lhes impor a música, só ouve quem quer.
Ora vejam, se quiserem:
Uma homenagem a Sandy Denny - versão instrumental a 3 violas da famosa canção Sandy Goes to Solo.
All Our Past Times, versão semi-acústica instrumental da canção do velho Clapton.
Perfídia, tocada numa viola eléctrica pura e dura, uma Gibson SG Special.
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11:56 p.m.
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Estás só ?
Não te preocupes.
Muitos outros também estão.
Mais vale sozinho que mal acompanhado...
Curte a música do Elvis e deixa-te estar, que estás bem.
Clica aqui.
Are You Lonesome Tonight?
Elvis Presley
(words & music by Roy Turk and Lou Handman)
Are you lonesome tonight
do you miss me tonight
Are you sorry we drifted apart
Does your memory stray to a bright sunny day
When I kissed you and called you sweetheart
Do the chairs in your parlor seem empty and bare
Do you gaze at your doorstep and picture me there
Is your heart filled with pain, shall I come back again
Tell me dear, are you lonesome tonight
Spoken:
I wonder if you're lonesome tonight
You know someone said that the world's a stage
And each must play a part
Fate had me playing in love you as my sweet heart
Act one was when we met, I loved you at first glance
You read your line so cleverly and never missed a cue
Then came act two, you seemed to change and you acted strange
And why I'll never know
Honey, you lied when you said you loved me
And I had no cause to doubt you
But I'd rather go on hearing your lies
Than go on living without you
Now the stage is bare and I'm standing there
With emptiness all around
And if you won't come back to me
Then they can bring the curtain down
Is your heart filled with pain, shall I come back again
Tell me dear, are you lonesome tonight
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7:40 p.m.
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O sol foi ficando lentamente para trás.
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6:19 p.m.
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6:15 p.m.
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Desafio ao leitor:
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12:54 a.m.
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2:15 a.m.
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10:19 p.m.
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Quero aqui consignar a minha gratidão ao IKEA !
Há 20 anos que eu tinha os livros num badanal sem remédio.
Com as estantes do IKEA, compradas em módulos e montadas em casa, gastei menos de 100 contos e arranjei lugar para uns 3 mil livros.
É certo que os corredores ficaram mais estreitos e algumas paredes ficaram cobertas de livros.
Entretanto, quando realmente comecei a arrumar a livralhada, descobri que tinha alguns livros em duplicado e triplicado, resultado da confusão em que eles estavam.
Aqui fica uma velinha acesa de agradecimento.
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9:56 p.m.
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Tenho três livros para escrever:
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5:31 p.m.
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Estávamos em 1972. Eu estava na casa dos 20 anos, era universitário, usava o cabelo comprido, não fazia a barba e tinha fascínio pelos hippies. Um amigo desafiou-me a ir a Londres passar uma semana, disse-me que tinha uma casa “duns amigos” onde podia ficar, malta porreira. Lá fui.
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1:56 a.m.
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Ao ler Saramago("As pequenas memórias"), hoje lembrei-me de uma história que aconteceu comigo há milhentos anos, que me ficou de emenda: O senhor meu Pai era caçador e chegou a apanhar caça grossa (não me refiro a senhoras, evidentemente, mas a caça mesmo...), um dia deixou-se tentar e comprou-me uma “Diana”, uma espingardita de pressão de ar, teria eu uns 13 ou 14 anos. Nesse Verão, em plenas férias, resolvi ir caçar, sem dizer a ninguém. Muni-me do chumbo necessário, de um cantil de água, de mais uma ou duas coisas, e ala que se faz tarde: fui-me emboscar ao pé de um regato onde os pássaros costumavam parar para se dessedentarem. Esperei, esperei, esperei. Lá apareceram uns quantos passarocos, mas a minha pontaria estava miserável. Cada tiro que atirava era uma revoada de pássaros a fugir e nenhuma “caça” ficava no chão. Até que consegui: fiz mira a um passarinho, firmei bem a alça da mira e trás, dei o tiro, acto contínuo o pássaro caiu morto à beira do regato com um tiro na cabecita. Exultei – estava quase a cair a noite e eu estava a ver que ia regressar de mãos a abanar. Depois, lá atei o pássaro à minha “cartucheira” e voltei para casa. Ao longo do caminho semi-montanhoso e depois já no povoado, o meu entusiasmo e alegria foram-se esboroando – não conseguia deixar de pensar no passarinho todo contente a debicar na água e na imagem seguinte – o pássaro morto, assassinado por um puto cujo único intuito era fazer tiro ao alvo; o desprazer da consciência de ter roubado uma vida à natureza foi-se apoderando de mim. Quando cheguei a casa ia triste como a noite, muitíssimo deprimido. Não disse nada ao meu Pai, corri a levar o cadáver do pássaro para sítio onde pudesse ficar em paz sem chamar atenções. Depois, acho que chorei um bocado. Sentia-me um assassino gratuito, estúpido, paranóico, uma besta que apenas por desporto tinha liquidado uma vida. Ficou-me de emenda. Não creio que tenha voltado a disparar a “Diana”. A imolação desnecessária daquele passaroco acabou por ser um marco importante para a formação do meu carácter, designadamente o meu respeito pela vida humana, animal ou vegetal.
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9:08 p.m.
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Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
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7:47 p.m.
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6:55 p.m.
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O anterior já me estava a fartar.
A este novo visual ainda me estou a habituar.
Enjoy the visit.
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3:35 p.m.
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11:23 a.m.
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Dantes comprava o Público quase todos os dias.
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6:27 p.m.
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No Brasil o Carnaval calha sempre no pino do Verão.
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5:32 p.m.
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