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quarta-feira, dezembro 20, 2006

Tous les garçons et les filles


Que saudades ! Quelle beauté, bon Dieu !

4 comentários:

Ni disse...

...
Há alguns anos.... uma professora de francês decidiu fazer à minha turma um teste oral, que consistia em ler um texto... que era gravado, para a senhora avaliar em casa.

...

Não se escolhia, era 'ao acaso'...
...
Sorri, quando vi o texto que me foi entregue.
o meu pai, que também compunha e tocava, tinha uma respeitável colecção de discos de vinil, os famosos 33 rotações...
...
E eu sempre tive a dita ou desdita, sei lá, de memorizar tudo o que lia... canções que ouvia...
...
Sabes como fiz o teste?
Não li o texto. Cantei-o... sabia-o (e sei-o ainda) palavra por palavra... tom por tom.

Foi um momento engraçado. Seguiram-se reacções engraçadas (da prof e dos colegas). Canto mal... risos... mas a canção contagia.

E depois... esta minha paixão pela cultura francesa, que me fez trocar o curso de Medicina em França... pelo de Línguas e Literaturas Modernas (Português e Francês)... fez com que me comovesse agora, quando abri o teu blog... pela memória de um momento feliz.

(Cantei de novo... se amanhã chover a culpa é minha, assumo-a!)
...

Sorriso.

Ni*



«tous les garçons et les filles de mon âge
se promènent dans la rue deux par deux
tous les garçons et les filles de mon âge
savent bien ce que c'est d'être heureux

et les yeux dans les yeux et la main dans la main
ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime

mes jours comme mes nuits
sont en tous points pareils
sans joies et pleins d'ennuis
personne ne murmure "je t'aime" à mon oreille

tous les garçons et les filles de mon âge
font ensemble des projets d'avenir
tous les garçons et les filles de mon âge
savent très bien ce qu'aimer veut dire

et les yeux dans les yeux et la main dans la main
ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime

mes jours comme mes nuits
sont en tous points pareils
sans joies et pleins d'ennuis
oh! quand donc pour moi brillera le soleil?

comme les garçons et les filles de mon âge
connaîtrais-je bientôt ce qu'est l'amour?
comme les garçons et les filles de mon âge
je me demande quand viendra le jour

où les yeux dans ses yeux et la main dans sa main
j'aurai le coeur heureux sans peur du lendemain
le jour où je n'aurai plus du tout l'âme en peine
le jour où moi aussi j'aurai quelqu'un qui m'aime»

100anos disse...

Obrigado, Ni.
Se amanhã chover, será sem dúvida uma chuva muito suave e doce.
Mais uma vez fiquei tocado pelas tuas histórias.
E isso de cantares mal, não sei se concordo - o canto pode vir da alma e não só das cordas vocais.
Um abraço,
Cem

Cleopatra disse...

"et les yeux dans les yeux et la main dans la main
ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain.."

Já vi que por aqui, embora não se goste de Sinatra se gosta muito da música francesa, da canção francesa mais propriamente.

costumo dizer que não há linguagem ou lingua tão romântica. E não há.
Não há forma de dizer AMO-te mais bonita, mais quente, mais doce, mais arrepiante depois de "amo-te" , que - je t'aime.

Je t'aime... Sabe tão bem.

Por isso é que eu adoro ouvir, cantar... perder-me na sonoridade da lingua francesa....

Estou a ficar com vontade de escolher as minhas músicas preferidas e colocar no Cleopatramoon.

Qdo a minha filha me diz que o Francês é dificil, eu penso, o francês sente-se na alma e "desata-se" a falar com o coração.
Lindo!!

100anos disse...

Então, já que estamos em maré de lembranças e de língua francesa, permitam-me que vos conte a seguinte historieta:
Aos 22 anos fui a Paris; fui de comboio, numa viagem cheia de episódios que agora não vêm ao caso.
Uns dias depois de ter chegado, estava eu a falar com um francês, que era o Claude, um tipo impecável ligado à CGT francesa com responsabilidades na área do apoio e solidariedade internacional, quando a certa altura reparei que estava a falar um francês fluente e que tinha acabado de dizer uma coisa que sabia dizer em francês e dificilmente conseguia traduzir com fidelidade para português.
Ou seja, descobri que estava a pensar em francês !
Ao contrário do inglês, que quando falo, me obriga a fazer constantemente a tradução/retroversão das frases, com o francês consigo falar em ligação directa à caixa das micas, ou mais prosaicamente, consigo pensar em francês.
Rigolant.

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